Hoje o sol entrou na sala sem pedir licença, é que ventou a noite e a cortina caiu, abrindo tudo aquilo que eu insisti em fechar durante um tempo, eu não queria ver e as vezes nem podia, a luz me cegava, mas tive que levantar pra olhar, é que as nuvens faziam formas, as nuvens eram mãos, e elas me tomavam e me levavam pra qualquer direção, o vento fez cócegas no meu nariz e um espirro abriu um leque de cores na minha frente como se eu estivesse dentro de um caleidoscópio. Eu via tudo tão de perto que me senti voando, meus pés não podiam mais sentir o chão e minha mente já não era mais minha, tudo aquilo que eu via era um universo de cores, sons, perfumes e sensações que eu jamais havia sentido e isso tudo veio da minha janela e eu não fecho mais porque eu não quero o mundo velho de volta, tudo que é belo é absurdo.

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