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Mostrando postagens de agosto, 2010
Recebi uma carta sem remetente. Não havia nome nem endereço. Era a carta que dizia o branco, as folhas eram aquilo mesmo que se via, o selo da cor do envelope e sem desenho era aquilo mesmo que se via, o envelope simples, sem data, sem orelha, sem cor, era branco, aquilo mesmo que se via. E o que estava escrito não era aquilo que se via. Observava. Absorvia.
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